Assembleia Legislativa de Rio Grande do Sul pode levar à cassação do deputado Ruy Irigaray na segunda-feira

By on 27 de Noviembre de 2021 0 293 Views

 

Jornalista  Roberto Revoredo Castro

A Comissão de Ética da Assembleia Legislativa começara a definir na próxima segunda-feira (29) o destino político do deputado estadual Ruy Irigaray (PSL), que é suspeito de utilizar funcionários do seu gabinete, em horário de expediente, para realizar atividades que não estão vinculadas ao trabalho como assessor.
Se o colegiado aprovar a penalização, o processo segue rumo à apreciação final em plenário, onde se analisara as suspeitas que pesam contra o parlamentar. Em reunião aberta, a comissão fará a votação do parecer que sugere a cassação do mandato de Irigaray.
A reunião da Comissão de Ética começará às 9h, na sala João Neves da Fontoura, com transmissão pela internet. A primeira etapa é a leitura das mais de 50 páginas do relatório produzido pela subcomissão processante. Na etapa seguinte, a defesa de Ruy Irigaray terá 15 minutos para fazer a sustentação oral, apresentando os argumentos em favor do deputado, que negou, durante todo o processo, as acusações.
Na sequência, ocorrerá a leitura do parecer de cerca de 200 páginas produzida pelo relator do caso, deputado Beto Fantinel (MDB). O parecer será tornado público apenas na segunda-feira, mas já pode ser consultado pelos deputados, presencialmente, na Assembleia. É o parecer que responsabiliza Irigaray e prevê a punição.
A última fase da reunião é a votação do parecer pelos 12 membros da Comissão de Ética, que dirão sim ou não para a investigação e a proposta de penalização. Se for aprovado, o processo contra Irigaray segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois para a votação final no plenário da Assembleia Legislativa.
Os 12 membros da Comissão de Ética são: Fernando Marroni (PT), que preside o grupo, Aloísio Classmann (PTB), Tiago Simon (MDB), Beto Fantinel (MDB), Edegar Pretto (PT), Sérgio Turra (PP), Mateus Wesp (PSDB), Capitão Macedo (PSL), Dalciso Oliveira (PSB), Juliana Brizola (PDT), Fábio Ostermann (Novo) e Fran Somensi (Republicanos).

CONHEÇA OS FATOS
Irigaray começou a ser investigado depois da reportagem do jornalista Giovani Grizotti, da RBS TV, onde mostra que Cristina Nebas, uma ex-assessora de Irigaray, acusa o parlamentar de utilizar funcionários comissionados do gabinete na Assembleia Legislativa, pagos com dinheiro público, para fins pessoais, como a reforma da casa da sogra dele, na Zona Sul de Porto Alegre.
Além da reforma na casa da sogra, o deputado também teria organizado um suposto esquema de “rachadinha” para exigir parte dos salários de assessores, conforme relato de duas ex-funcionárias.

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