Brasileiros elegeram neste ano uma bancada verdadeiramente bolsonarista

By on 8 de Octubre de 2018 0 182 Views

Os brasileiros elegeram neste ano uma bancada verdadeiramente bolsonarista. Basta olhar para São Paulo. Os dois candidatos que mais votos receberam são do PSL: Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável, e a ex-repórter Joice Hasselmann. Ele teve mais 1,7 milhão de votos. E ela, conhecida por espalhar boatos na internet, 1 milhão. A lista segue: o terceiro mais votado foi Celso Russomanno (PRB), Também Kim Kataguiri (DEM), um dos líderes do Movimento Brasil Livre, que mobilizou manifestações de rua pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Depois vêm Tiririca (PR) e Capitão Augusto (PRB), membro destacado da bancada da bala.
O maior Estado da federação também elegeu, para o Senado e com ampla margem, Major Olímpio Gomes (PSL), um dos mais próximos aliados de Bolsonaro e responsável por seu plano de Governo na área de segurança pública. A segunda vaga ficou com a tucana Mara Gabrilli (PSDB), o que significa um forte revés para o PT. Eduardo Suplicy, a aposta do partido para voltar ao Senado por São Paulo, ficou em terceiro lugar.
“Houve um giro conservador no Brasil porque o eleitor médio mudou. Nos governos do PT-PMDB, ele era de centro esquerda. Agora, virou para a centro-direita e queria ver caras novas. Quem falou contra o sistema, quem pregou mudanças e teve Bolsonaro como cabo eleitoral, obteve sucesso”, avaliou o cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB).
Em Minas Gerais, no segundo colégio eleitoral do país, nova vitória de um nome conservador. O jornalista Carlos Viana (PHS), que conduz programas policiais na rede Record e é conhecido como o “Datena de Minas Gerais”, conseguiu uma das cadeiras para o Senado. Minas se torna um caso ainda mais emblemático em razão da acachapante derrota da ex-presidenta Dilma Rousseff, que disputava o posto de senadora. Terminou numa distante quarta colocação. O deputado federal mais votado pelos mineiros também é do PSL, o partido de Bolsonaro. Marcelo Alvaro Antonio teve 228.000 votos e outro de sua legenda, Cabo Junio Amaral, 157.000.
No Rio de Janeiro, o PSL de Bolsonaro elegeu quatro dos dez deputados mais votados: Helio Fernando Barbosa Lopes, Carlos Jordy, Delegado Antônio Furtado e Luiz Lima. Também no Rio, outro filho de Bolsonaro, Flávio, foi eleito como o senador mais votado e seguido por seu aliado, Arolde de Oliveira (PSD). Na esfera estadual, ainda conseguiu levar o seu candidato ao Governo, Wilson Witzel (PSC), ao segundo turno, como o mais votado, com 41,2% dos votos.
No Rio Grande do Sul, seu principal aliado era Onyx Lorenzoni (DEM), que é cotado para comandar a Casa Civil em um eventual governo Bolsonaro. Onyx foi reeleito para seu quinto mandato, com a sua melhor votação. Ainda elegeu mais dois deputados: Bibo Nunes e Sanderson Federal, políticos até então inexpressivos. No Paraná, foram mais dois deputados federais Felipe Francischini e Filipe Barros.
Outro beneficiado pela onda Bolsonaro foi Luciano Bivar, o suplente de deputado que entregou o partido para o militar concorrer ao Palácio do Planalto. Presidente de direito do PSL, Bivar abriu mão do comando da legenda e conseguiu garantir sua eleição em um Estado, Pernambuco, que costumava eleger políticos progressistas. Pastor Eurico (PATRI), outro propagador da ideologia bolsonarista, também foi eleito. Em Goiás, mais onda conservadora: o federal mais votado, Delegado Waldir, é do PSL e a mesma coligação, ainda elegeu Jorge Kajuru (PRP) ao Senado.
No Pará e na Paraíba os dois principais cabos eleitorais do presidenciável também chegaram à Câmara: respectivamente Éder Mauro (PSD) e Julian Lemos (PSL).
‘As candidatas do Bolsonaro’
O Distrito Federal é outro bom exemplo da força da onda bolsonarista que varreu o Brasil neste domingo. Do nanico PRP, Bia Kicis fez campanha apresentando-se apenas como “a Federal do Bolsonaro”. Recebeu mais de 85.000 votos e foi a terceira que mais apoios obteve. E o general Paulo Chagas, que concorria ao Governo, não tinha nem 2% nas pesquisas. Terminou em quarto colocado, com 7%.
No Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, uma situação semelhante. Os dois Estados têm onze parlamentares cada um. O PSL de Bolsonaro conseguiu eleger três representantes em cada um deles. Duas figuras até recentemente desconhecidas da política, a ex-juíza Selma Arruda, do Mato Grosso, e empresária Soraya Thronicke, de Mato Grosso do Sul, chegaram ao Senado só ostentando o apoio que receberam do Jair Bolsonaro

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