Diego Armando Maradona morre na Argentina aos 60 anos

By on 25 de Noviembre de 2020 0 363 Views

Diego Armando Maradona, uma das maiores estrelas da história do futebol argentino e mundial, morreu nesta quarta-feira aos 60 anos, na cidade de Tigre, na província de Buenos Aires, onde vivia.
O futebolista morreu em casa, onde se encontrava a recuperar de uma cirurgia à cabeça. Maradona sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ele tinha sido internado numa clínica privada de La Plata e depois transferido para a Clínica Olivos, em Buenos Aires, para ser retirado um coágulo que se tinha formado no cérebro. A cirurgia acabou por correr bem, embora os médicos já esperassem uma difícil recuperação.
Na manhã desta quarta-feira (25 de novembro) Maradona levantou-se bem e deu uma caminhada, como fazia habitualmente. Depois voltou a deitar-se. Uma rotina sempre acompanhada por uma psicólogo, uma psiquiatra e pela enfermeira que seguia a sua recuperação.
Ao meio-dia (hora da Argentina, 15.00 em Portugal Continental) quando o foram acordar para lhe dar a medicação, Maradona já não respondeu. Na sequência do alerta foram enviadas para a casa do antigo futebolista quatro ambulâncias, apesar da rapidez do socorro era demasiado tarde. Já estava morto, conta o Olé.
Sua família e as pessoas mais próximas achavam que Maradona andava muito ansioso e nervoso e por isso foi colocada de parte a ideia de o ex-jogador fazer a sua reabilitação em Cuba onde há uns anos fez um tratamento devido à sua dependência da droga.
Diego Maradona nasceu a 30 de outubro de 1960 em Lanús, na província de Buenos Aires, tendo-se tornado um dos maiores ícones da história do futebol.
Se Pelé foi o rei, Maradona foi deus para os seus fiéis seguidores. Na realidade, foi “D10s” (uma fusão de deus com o dez que sempre usou na camisola) e diabo do futebol mundial nas décadas de 1980 e 1990, génio tão excessivo no relvado como fora dele.
Com a bola colada ao seu pé esquerdo, Diego Armando Maradona (também ele ganhou este direito a ver o nome completo nos jornais) era capaz de conquistar o mundo. E conquistou-o, carregando na sua canhota (e, vá, numa mão que ele tornou divina) todos os sonhos argentinos até à vitória no Mundial de 1986, tal como carregou também todos os sonhos napolitanos contra os ricos do norte de Itália nos dois títulos de campeão improváveis que venceu com a camiseta do Nápoles.
A morte do antigo futebolista deixou o povo argentino em choque e o Governo decretou três dias de luto nacional.

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