“Estas eleições definem os próximos 30 anos”, disse o presidente da Argentina Mauricio Macri,

By on 11 de Agosto de 2019 0 86 Views

O presidente da Argentina Mauricio Macri manifestou no momento de votar que este processo eleitoral representa uma grande transcendência para o futuro da Argentina, já quem duas opções muito diferentes e radicalmente opostas disputam o poder.
“Estas eleições definem os próximos 30 anos”, disse o presidente. Quiçá não tantos anos e não nas primárias, que, por falta de concorrência interna nos partidos, se converteram em um simples ensaio geral das eleições de outubro,
O peronismo manteve sua desconfiança sobre o sistema de contagem da empresa Startmatic, contratada pelo Governo. “Criamos nosso próprio centro de contagem porque nos gera muitas dúvidas o modo como se contratou esta empresa”, disse Alberto Fernández ao votar em seu colégio eleitoral. Para elevar o nível de garantia, a candidatura de Alberto e Cristina Kirchner conseguiu que, de última hora, a juíza eleitoral María Servini proibisse a difusão de resultados parciais até que estivessem escrutados ao menos 10% dos votos da cidade e província de Buenos Aires e das províncias de Córdoba e Santa Fé. Queriam evitar que acontecesse como em 2017, quando se interrompeu à meia-noite uma contagem que naquele momento favorecia o macrismo e depois, ao se carregar os dados das zonas mais populosas do país, se decantou para Cristina Fernández de Kirchner.
urante a jornada eleitoral não se registraram problemas relevantes. Em Buenos Aires, que tem o maior peso eleitoral, havia um esplêndido sol de inverno. O candidato kirchnerista ao governo da província, Axel Kicillof, expressou também sua confiança de que os argentinos não fossem dormir “achando que ganhou um, quando ganhou o outro” e sugeriu que o governismo macrista desfrutava de vantagens. “Foi uma campanha muito desigual, nota-se em tudo, mas caminhamos e escutando as pessoas, fizemos nossa proposta, demos uma palavra de fôlego”, declarou. Kicillof afirmou ter percorrido 80.000 quilômetros em seu esforço por convencer o eleitorado bonaerense. A batalha de Kicillof contra María Eugenia Vidal, a atual governadora, é crucial para o resultado: geralmente, quem ganha em Buenos Aires obtém a vitória.
Abundaram as dúvidas sobre a necessidade de umas primárias quando, como nesta ocasião, os grandes blocos partidários já têm decididos seus candidatos. “Talvez fosse necessário fazer menos eleições”, comentou o aspirante macrista à vice-presidência, o peronista  Miguel Ángel Pichetto, que votou em Rio Negro. “É uma eleição meio esquisita pelo fato de ser uma interna e não ter concorrência”, assinalou a vice-presidenta Gabriela Michetti, ausente das listas eleitorais. O PASSO (primárias abertas, simultâneas e obrigatórias) foram estabelecidas em 2011 e são muito discutidas; quiçá em 2019 celebrem-se por última vez, se depois das eleições gerais de outubro se chegar a um consenso para aboli-las, algo que parece relativamente provável.
A ex-presidenta Cristina Fernández de Kirchner, desta vez aspirante à vice-presidência por trás de Alberto Fernández, antigo chefe de gabinete de Néstor Kirchner e dela também, votou em Rio Galegos, capital de Santa Cruz, o feudo patagônico dos Kirchner. Alicia Kirchner, irmã do falecido Néstor Kirchner e cunhada de Cristina Fernández, tenta nestas eleições revalidar seu cargo de governadora. A carismática e polêmica ex-presidenta, com numerosas ações judiciais pendentes por corrupção, não permitiu que a imprensa a fotografasse no momento de depositar a cédula na urna: só uma câmera própria pôde captar esse momento, e depois a própria candidata escolheu as imagens que deviam ser distribuídas.
Os colégios eleitorais fecharam às 18.00, com uma participação próxima ao 75%. O voto nas primárias é obrigatório, mas as multas que podem ser imposto aos que se abstêm não são proibitivas. (50 pesos, aproximadamente um euro)

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