Ex-presidente do Peru Alan García morre após cometer suicídio para não ser detido pela policia

By on 17 de Abril de 2019 0 44 Views

 

O ex-presidente da República do Peru, Alan García, morreu hoje, depois que esta manhã atirou na sua própria cabeça, quando a Polícia Nacional entrou em sua casa, no distrito de Miraflores, para executar uma ordem de detenção preliminar por 10 dias. Ele foi contra em meio a acusações de ter recebido pagamentos ilegais da construtora brasileira Odebrecht …. “Esta manhã aconteceu um infeliz acidente: o presidente tomou a decisão de atirar em si mesmo”, disse a seu advogado Erasmo Reyna a repórteres na porta do hospital. de Emergências Casimiro Ulloa, em Lima.
García, que governou o Perú entre 1985 e 1990 e entre 2006 e 2011, estava sob investigação por supostos subornos na construção de uma linha de Metrô para Lima, projeto no qual estava envolvida a construtora brasileira Odebrecht.
A polícia também deteve nesta quarta-feira Luis Nava, ex-secretário-geral de Presidência, e Miguel Atala, ex-vice-presidente da Petro Peru, que supostamente recebeu 1,3 milhão de dólares da gigante brasileira numa conta do banco D’Andorra. Ele teve sua saída do país proibida em novembro do ano passado, enquanto era investigado por lavagem de dinheiro, conflito de interesses e tráfico de influências no caso do concessão da Odebrecht. García chegou a pedir asilo no Uruguai, refugiando-se na cadsa do embaixador uruguaio em Lima. Mas o governo de Tabaré Vásquez negou o pedido.
Um acordo de colaboração entre a equipe de procuradores da Lava Jato do Peru e a construtora, assinado no dia 14 de fevereiro levou a novas evidência de propina distribuída entre os altos cargos no Peru. As mais recentes, divulgadas pelo meio digital IDL-Reporteros e o jornal El Comercio, comprovavam que a Odebrecht pagou ao menos 4 milhões de dólares a Luis Nava, que foi braço direito de Garcia no Palácio do Governo.
A ordem de detenção preliminar por dez dias – que os agentes cumpriam nesta manhã — foi emitida por um juiz a pedido dos fiscais da equipe especial Lava Jato. A ordem alcançava também seu círculo mais próximo em seu segundo mandato. Enrique Cornejo, então ministro dos Transportes, além de Miguel Atarra e do braço direito Luís Nava. Seriam presos a seguir os filhos de Nava e Atala, por suspeitas de terem recebido da Odebrecht em suas contas bancárias.

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