Hipólito José da Costa, um libertador da América tão egrégio como San Martín e Bolivar

By on 21 de Enero de 2020 0 356 Views

O recente livro de Roberto Revoredo Castro “Hipólito José da Costa e a Independência da América latina” nos mostra que os estudos realizados sobre a vida e obra do brasileiro Hipólito José da Costa, sempre foram direcionados a ressaltar seus dotes como jornalista e a forma como influenciou na luta pela emancipação das colônias da América espanhola e na independência do Brasil através de seu jornal, Correio Braziliense ou Armazém Literário; desconhecendo-se que, além de jornalista, ele também foi um competente estrategista, e, que junto com o general Francisco de Miranda direcionou os diversos movimentos que lutavam pela liberdade da América.

Neste texto mostra essa desconhecida faceta do Hipólito José da Costa, sua participação nos movimentos independentistas da América; sua relação com a maçonaria, entre outras ocorrências, que o fazem merecedor de ser considerado como um dos mais preclaros libertadores da América. Tão egrégio como Simón Bolivar e José de San Martín.

Ao respeito o pesquisador e articulista Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite, coordenador do setor de imprensa do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, manifesta que: Nomes importantes escreveram acerca da vida de Hipólito José da Costa, a exemplo dos pioneiros Adolfo Varnhagen (1816-1878), Barão Homem de Mello (18371918), Mecenas Dourado (1893-1967) e Carlos Rizzini (1898-1972). A mola propulsora, que levou o autor a escrever este livro, foi a grandeza do pensamento cosmopolita e libertário do “Patrono da Imprensa Brasileira”, cujo nome completo é Hyppolito Joseph da Costa Pereira. Furtado de Mendonça (1774-1823). Seu discurso jornalístico – pautado pela liberdade de pensamento e pelo senso de justiça – não se restringiu apenas às relações entre a metrópole portuguesa e a sua colônia na América (Brasil). Na realidade, o autor nos apresenta um humanista imbuído de um ideário maior, apoiando também os movimentos de emancipação das colônias sob o jugo do imperialismo hispânico.

As ideias liberais, difundidas no Correio Braziliense, influenciaram de forma incisiva no processo político da independência do Brasil (1822) em relação a Portugal, e também ecoou nas colônias da América sob o jugo espanhol. Segundo Barbosa Lima Sobrinho (1897-2000), o Correio Braziliense se manteve sempre fiel aos objetivos para os quais foi criado: lutar pela liberdade de pensamento e combater o despotismo dos poderosos.

Da Costa Leite, manifesta também que esta obra de Roberto Revoredo se constitui num presente para os que acreditam na liberdade e na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Trazendo a marca indelével de seu autor, este trabalho é resultado de uma pesquisa séria, realizada por um jornalista experiente e dedicado às causas sociais e ao bem comum.

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