Macau é uma importante ligação para a cooperação comercial entre China e os países de língua portuguesa

By on 19 de Diciembre de 2019 0 111 Views

Ao celebrar os 20 anos de retorno à pátria, a Região Administrativa Especial de Macau, cujas línguas oficiais são chinês e português, destaca seu papel como ligação entre a China e os países lusôfonos na construção da plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa.
Na beira do Lago Nam Van em Macau, situa-se o recém-construído Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, com bandeiras da China, da RAEM e dos países de língua portuguesa içadas na frente, e produtos alimentares do mundo lusófono exibidos numa área específica lá dentro.
Numa entrevista realizada nesta quarta-feira no próprio Complexo, Leong Vai Tac, o secretário para a Economia e Finanças da RAEM, disse que serão colocados todos os departamentos relacionados com países de língua portuguesa no Complexo, que reúne mais funções. “Isso demonstra a determinação de Macau para construir a plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa”, assinalou Leong.
Segundo Leong, construir a plataforma é tanto uma tarefa concedida pelo país a Macau, como também uma grande oportunidade para a região. “Espero que a construção da plataforma tenha desempenho positivo no desenvolvimento diversificado de Macau e na implementação bem-sucedida de “um país, dois sistemas” com características de Macau.”
Na opinião de Leong, que deixará seu cargo em 20 de dezembro de 2019, a construção da plataforma deve aumentar os intercâmbios entre a China e os países da língua portuguesa em diversos campos, assim como criar mais postos de trabalho e oportunidades de empreendedorismo para os jovens locais. E com trabalhos nas áreas de comércio, turismo, medicina tradicional chinesa, finanças, empreendedorismo de jovens, educação e cultura, Macau obteve avanços concretizados na construção da plataforma.
Por exemplo, na área de medicina tradicional chinesa, o governo da RAEM investiu muito para desenvolver o setor em Hengqin, que é uma área da cidade vizinha de Zhuhai da Província de Guangdong e onde se aplica políticas de preferência para o desenvolvimento de Macau. Foi construído um parque de indústria de medicina tradicional chinesa em Hengqin com cooperação entre a RAEM e Guangdong. Além disso, em maio deste ano, o governo da RAEM e a Administração Nacional de Medicina Tradicional Chinesa realizaram um fórum internacional sobre medicina tradicional chinesa em Lisboa, capital de Portugal.
Eis é uma das funções que Macau deve desempenhar como um tipo de “ligação precisa” entre a China e os países de língua portuguesa, no entendimento de Leong, que explicou que a ideia inclui “três rotas”: uma liga a China com Portugal até a Europa, outra com o Brasil até a América Latina, e a terceira para Moçambique, Angola e outros países na África, e todas via Macau.
Finalmente, Leong também apontou que Macau, como um ponto de encontro de culturas do Oriente e do Ocidente, pode ajudar a melhorar os intercâmbios culturais e o entendimento entre pessoas, porque “o entendimento entre pessoas é fundamental para iniciar projetos comerciais. E Macau tem vantagem específica neste aspecto.”
O Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, cuja construção foi iniciada em 2016 pela ocasião da 5ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), além de sediar as convenções para o Fórum de Macau, integrará diversos elementos, que são o intercâmbio econômico e comercial, apoio empresarial, convenções e exposições, exibição cultural, etc., com o objetivo de fornecer melhores serviços para facilitar a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa.

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