Maduro rejeita documento de Montevidéu, chamando-o de parcial e tendencioso

By on 11 de Febrero de 2019 0 142 Views

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, rejeitou na sexta-feira um documento publicado um dia antes, em Montevidéu, no Uruguai, pelo Grupo de Contato Internacional sobre a Venezuela.
O documento, assinado pela maioria do grupo, com exceção do México e da Bolívia, é tendencioso em suas recomendações sobre como superar a crise política da Venezuela, disse Maduro.
“Eu discordo totalmente de sua parcialidade”, disse Maduro.
Ao mesmo tempo, Maduro convidou o enviado do grupo para a Venezuela para conversas.
O grupo, que reúne a União Europeia (UE) e 13 países latino-americanos e europeus, emitiu uma declaração após sua primeira reunião na quinta-feira, na qual apoiou uma nova rodada de eleições presidenciais na Venezuela, como a oposição de direita vem exigindo.
A UE assinou o documento, juntamente com Espanha, Itália, Portugal, Suécia, Alemanha, França, Holanda, Reino Unido, Uruguai, Costa Rica – Equador, Bolívia e México se abstiveram.
A política externa da UE em relação à Venezuela “está condenada ao fracasso se continuar a considerar apenas a extrema-direita venezuelana”, disse Maduro, conclamando o bloco a dialogar com o governo.
Ele também expressou sua disposição de participar do Mecanismo de Montevidéu “para assinar acordos de paz na Venezuela”.
O Mecanismo de Montevidéu é um plano de quatro etapas proposto pelo Uruguai e pelo México para promover o diálogo entre o governo e os grupos de oposição para negociar uma solução para a crise política.
Maduro realizou uma conferência de imprensa para correspondentes estrangeiros no início do dia para apresentar o que ele chamou de “verdade” sobre a situação na Venezuela.
A disputa de poder entre o partido governista da Venezuela e grupos conservadores apoiados por Washington aprofundou-se no mês passado depois que o chefe da Assembleia Nacional, o líder da oposição Juan Guaidó, proclamou-se presidente interino.
A Casa Branca imediatamente reconheceu Guaidó, e a UE logo a seguiu.

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