O comunismo brasileiro e uma palhaçada.

By on 4 de Noviembre de 2018 0 194 Views

As recentes eleições presidenciais do Brasil servirá para tirar da cena política esta palhaçada chamada ESQUERDA BRASILEIRA. Palhaçada sim, porque (salvo alguns verdadeiros ou autênticos seguidores desta ideologia) estava composta por pessoas que atuaram de acordo a seus interesses, sem importar lhes o destino do país. Pseudo esquerdistas ou comunistas que achavam que revolucionário é usar camiseta vermelha, tatuar se a figura do Che Guevara, visitar Cuba e tomar se fotos na Praça do “Che”, ou invadindo propriedades privadas de onde eram desalojados a pauladas.
Proclamam ser comunistas, esquerdistas ou socialistas, mas jamais fizeram trabalho social em comunidades carentes, nas vilas ou favelas. São comunistas, frequentadores dos mais custosos shoppings e desfrutadores da vida boa, que acham que atirando lhes um osso ou uma esmola (bolsa família) aos menos favorecidos aplacaram sua fome.
Hoje Brasil tem novo presidente, Jair Messias Bolsonaro, quem venceu as eleições. Mas ninguém dos opositores pode culpar a direita por ter ganhado, senão a eles mesmos (a esquerda), por ter perdido. Se vivesse o premio Nobel Gabriel García Marques poderia escrever a “Crônica de outra morte anunciada” porque este resultado via-se chegar, é dizer ia a cair por seu próprio peso, pela lei da gravidade.
Nos últimos 16 anos, Brasil esteve baixo a administração de governos supostamente esquerdistas, más a diferença com regimes anteriores não era perceptível, pois o capitalismo selvagem continuou vivo, assim como a exploração dos trabalhadores por empresários inescrupulosos, as máfias corruptoras, as gangues das drogas, os assassinatos de líderes indígenas, alem dos marcados índices da corrupção por parte dos políticos que carregavam com frequência malas cheias de dinheiro “a vista”.
Ou seja, quem perdeu a batalha foi esse modelo burocrático que estava governando o Brasil, e perdeu por não construir um justo e equitativo poder popular. É que a esquerda não pode governar no andaime da uma direita exploradora, sem transformações econômicas e políticas, mesmo que se faça algum progresso social.
Vocês acham que um governo pode ter sucesso com o aborto gratuito, com o casamento igual, com a legalização da maconha; com leis fracas, onde quem assassinou a seus pais tem saída para visitar eles no cemitério, ou com criminais que não são punidos devidamente, com magistrados vitalícios, ou com políticos ganhando 30, 40 u 80 mil reais enquanto o povo sobrevive com um salário mínimo de mil reais?.
A esquerda brasileira deve ter em conta que, se não transformar a base econômica, verá que o capitalismo pode coexistir com tudo isso. Mesmo com um modelo keynesiano, porque não há condições para socializar a economia, o deslocamento da democracia representativa pela democracia de massa direta é um bom começo para a subsequente grande transformação.
Não é suficiente para a esquerda ganhar eleições e fazer reformas, mas sim trazer um novo modelo de democracia participativa e uma fórmula nova para o desenvolvimento sustentável. Uma esquerda que quer governar nos mesmos termos e com os mesmos erros da direita está destinada a fracassar e a culpar o fascismo.
Verdadeiros comunistas estrangeiros, como esses que em seus países passaram a morar na clandestinidade para lutar contra sistemas opressores e privados de todos os luxos dos comunistas brasileiros se perguntam: Que classe de comunistas são estes?
Parafraseando um grande comunista peruano, o mestre Dante Castro; “Tomara que a última função do Fórum de São Paulo, antes de ser fechado, sirva para que a esquerda faça uma profunda autocrítica.

Roberto Revoredo Castro / Jornalista.

 

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