Os Estados Unidos nunca foram um bom exemplo em defender o direito internacional diz acadêmico chines Zheng Yongnian

By on 27 de Julio de 2020 0 94 Views

Os Estados Unidos nunca foram um bom exemplo em defender o direito internacional, com sua exigência de fechar o Consulado-Geral da China em Houston como outra prova, disse o acadêmico de Cingapura Zheng Yongnian em uma entrevista.
“Embora pretenda ser a representação do direito internacional, os EUA apenas exigem que outros países cumpram o direito internacional”, disse Zheng, professor do Instituto do Leste Asiático da Universidade Nacional de Cingapura.
Por exemplo, os Estados Unidos frequentemente citam o caso da chamada arbitragem do Mar do Sul da China contra a China, mesmo que os próprios EUA não sejam signatário da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, acrescentou Zheng.
Na terça-feira, os Estados Unidos exigiram abruptamente o fechamento do Consulado-Geral da China em Houston. Tal ato é “uma grave violação do direito internacional e das normas básicas que regem as relações internacionais, além de acordos consulares bilaterais”, disse Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em uma coletiva de imprensa regular.
As desculpas pela exigência, como a violação dos direitos de propriedade, não têm muito a ver com os assuntos externos entre os dois países. Em vez disso, são parecidas com as desculpas usadas pelos Estados Unidos para iniciar a guerra comercial contra a China, que visam “demonizar a China em uma tentativa de justificar suas ações hegemônicas”, disse Zheng.
Comentando sobre um discurso recente do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, durante o qual ele atacou maliciosamente o Partido Comunista da China e o sistema social da China, Zheng disse que isso foi uma demonstração clara de uma falta de conhecimento básico sobre a China e um sinal de política de identidade onde as pessoas são divididas conforme suas ideologias.
Ele apontou que existem alguns políticos por trás de Pompeo em Washington que estão envolvidos em preconceitos ideológicos contra a China.
“Construir as políticas externas de um país com base no ódio dos poucos políticos não é sensato nem está em conformidade com seus interesses nacionais”, disse Zheng.
Além do fechamento abrupto do consulado-geral chinês, alguns acadêmicos e estudantes chineses nos Estados Unidos também são tratados injustamente.
Os Estados Unidos revisaram amplamente sua estratégia em relação à China, considerada como o principal concorrente do país norte-americano e tomaram medidas concretas para conter sua ascensão.
No entanto, agressão e invasão não residem na natureza do povo chinês, como manifestado pela história da dinastia Ming há centenas de anos, quando a China era a nação marítima mais poderosa do mundo e estabeleceu relações amistosas com outros países, acrescentou Zheng.
Infelizmente, isso parece incompreensível para os Estados Unidos, observou.
Considerando que os Estados Unidos são a maior nação desenvolvida do mundo, e a China a maior em desenvolvimento, a manutenção de um bom relacionamento entre as duas grandes potências para impedir que o mundo caia em um cenário bipolar é benéfico não apenas para os cidadãos de ambos os lados, mas também para povos do mundo todo, concluiu

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