Peruano Paolo Guerrero, apelou à mais alta corte da Suíça para retirar suspensão por doping

By on 28 de Mayo de 2018 0 102 Views

O capitão da seleção peruana, Paolo Guerrero, apelou à mais alta corte da Suíça na sexta-feira para retirar suspensão por doping que o afastou da Copa do Mundo na Rússia.
Com o apoio da Federação Peruana de Futebol (FPF), Guerrero entrou com um recurso no Tribunal Federal Suíço na sexta-feira, depois que o Tribunal de Arbitragem do Esporte (TAE) estendeu na semana passada sua suspensão de seis meses para 14 meses.
A decisão do TAE significa que o atacante do Flamengo, de 34 anos, perderá a primeira Copa do Mundo do Peru desde 1982, que começa em 14 de junho.
“Ele é o capitão inquestionável da equipe peruana e um emblema nacional de esperança para todo o país”, disse o presidente da FPF, Edwin Oviedo, em uma declaração juramentada, publicada pela associação nas redes sociais.
“Eu imploro com todo meu coração para levar em conta não apenas o interesse de Paolo, mas o de toda a nação.”
Guerrero recebeu uma suspensão de 12 meses em dezembro passado, após ter resultado positivo para o metabólito da cocaína, a benzoilecgonina, depois da eliminatória da Copa do Mundo contra a Argentina, em Buenos Aires, no dia 5 de outubro.
A penalidade, retroativa a novembro, foi reduzida para metade pelo comitê de apelação da Fifa, menos de duas semanas depois.
Guerrero, que é o maior artilheiro do Peru, com 32 gols em 83 jogos, continua afirmando que é inocente e diz que a substância foi involuntariamente consumida em chá contaminado.
O caso foi encaminhado ao TAE após objeção da Agência Mundial Antidoping.
No início desta semana, os capitães dos rivais do Peru no Grupo C da Copa do Mundo – Austrália, França e Dinamarca – pediram à FIFA que reconsidere a proibição. Em uma carta enviada pelo sindicato de jogadores de futebol, FIFPro, Mile Jedinak, Hugo Lloris e Simon Kjaer disseram que a punição não é adequada ao crime e pediram a suspensão temporária do banimento.
Na terça-feira, Guerrero se encontrou com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, que expressou “profunda compreensão” da situação do atacante, mas indicou que não poderia mudar a decisão.

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